terça-feira, 2 de junho de 2009

Há muito tempo não via os jovens interessados em política assim.

Esse foi o principal comentário que escutei durante e depois das eleições para prefeito do rio em 2008.

Fernando Gabeira despertou os jovens para a política revivendo a esperança que eles tinham por uma cidade melhor. A participação dos jovens para alavancar sua campanha, que no início estava com um índice baixo, foi primordial para que a disputa no segundo turno fosse acirrada.


Muitos falaram que nessa campanha houve fraude, pois o feriado dos servidores foi antecipado e 20,24% por cento dos eleitores deixaram de votar, isso corresponde a 927.500 eleitores.


Após o término da disputa, jovens foram as ruas pedir para que o prefeito eleito prestasse contas dos seus gastos para a população. Bom, dizem que os jovens antigamente eram mais participativos na política, para relembrar isso, ano passado foi comemorado os 50 anos da luta dos jovens estudantis contra a ditadura militar. Será que foi isso que influenciou a maioria daqueles jovens que estiveram nesse protesto no centro do Rio? Ou foi pelo desejo de mudança? Sinceramente, estou cansada de ouvir as mesmas promessas a cada quatro anos. Promessas estas que são as mesmas a cada ano de eleição, são as propostas da maioria dos políticos que se candidatam e que não são cumpridas por nenhum dos prefeitos que passaram por nossa prefeitura.


Esperança, esse é o sentimento que ainda está presente na maioria dos cariocas que lutam por um rio melhor. Tenho esperança que um dia eu consiga ver um Rio sem violência e poder andar pelas ruas sem medo.

Perfil Evandro Teixeira


Com mais de 50 anos de carreira, Evandro Teixeira fotografou os maiores acontecimentos do Brasil e do mundo. De infância humilde, aprendeu as técnicas da fotografia ainda garoto. Nasceu no interior da Bahia mais começou sua carreira no Rio de Janeiro, como Fotógrafo do jornal “ O Cruzeiro” e logo depois foi para o “Jornal do Brasil” onde está até hoje como editor de fotografia.
Evandro fotografou ao longo desses anos, vários acontecimentos importantes do Brasil e do mundo. Um desses momentos foi registrado no livro 68 destinos, que foi lançado em março deste ano. O retrato que originou o livro foi tirado na passeata dos 100 mil, grande movimento estudantil da época da ditadura. Essas e outras histórias você confere na entrevista que eu fiz com esse ícone da fotografia Brasileira.

Marcelle Borchetta: Evandro, você pode falar um pouco da sua história.
Evandro Teixeira: Pois é falar um pouco da minha história é meio complicado, ela é meio longa, são muitos anos de batente. Eu comecei na Bahia, estudei fotografia, depois vim pro Rio de Janeiro onde me tornei fotógrafo profissional, graças ao Zé Medeiros que foi um dos mestres da fotografia brasileira. Eu comecei aqui no diário da noite e depois vim pro jornal do Brasil no final de 62 onde eu estou até hoje. Já cobri várias etapas de copa do mundo, mundiais de futebol, olimpíadas – essa agora lamentavelmente eu não fui, pois estou lançando agora e divulgando meu livro 68 destinos. Mas eu acho que é importante essa vivência minha com a fotografia e com o jornalismo do mundo e do Brasil em especial.

MB: Porque você quis virar foto jornalista?
ET:Eu não quis virar foto jornalista, eu acho que nasci foto jornalista. O fotojornalismo entrou na minha vida, eu quando era garoto eu era escultor, fazia escultura. Na minha terra não existia nada, eu era de uma cidade do interior que não existia nem carro. Então eu crie, já naquela época no meu colégio, uma caixa de fotografia de cinema para projetar a fita do cinema de quadro a quadro para os meus colegas do colégio. Aquilo ninguém me falou, ninguém me ensinou, até mesmo porque não tinha televisão, só tinha rádio e não tinha carro. E depois eu fui estudar em salvador, já me tornaram fotógrafo lá no interior- fotógrafo que eu digo, aprendiz de fotógrafo, com um dos tios de Glauber Rocha que era o mestre da fotografia, era um fotografo acadêmico clássico. Depois aprendi com Walter Lessa que era um fotógrafo de Jequié. Ai fui para salvador, estudar em um colégio da Bahia, e lá eu comecei a estudar no “diários associados”, o diário de notícias da Bahia que é da cadeia sociada. E Zé Medeiros , que era do “O cruzeiro”, dava aula em um curso por correspondência, e ele foi realmente meu grande mestre da fotografia. E aí eu comecei no diário da noite, fotografando casamentos e assim começou minha história no fotojornalismo e na história do fotojornalismo brasileiro. E em seguida eu vim pro jornal do Brasil em 62 e estou aqui até hoje, enfrentando o mundo, enfrentando o Brasil tendo essa visão, esse aprendizado da fotografia mundial e brasileira. O que é fotojornalismo? O que é fotografia brasileira?! O que é você trabalhar num grande jornal do Brasil, um grande jornal do país?! Participar de grandes eventos, como é copa do mundo, como são as olimpíadas, disputando ali com os maiores nomes do jornalismo mundial. Então eu acho que é importante, e eu acho que esse tipo de trabalho te leva a essa convivência mundial. A fotografia jornalística é importante alem de ser um eterno aprendizado.
MB: Como é o dia a dia do fotojornalista no Brasil?
ET : O dia a dia do fotojornalismo, é cobrir os grandes acontecimentos de uma cidade,essa é a nossa pauta diária. E independente disso, você tem o inusitado, você está na rua e derrepente tem um fato importante você é avisado pelo rádio, ou você derrepente encontra alguma coisa, fotografa e escreve sobre aquilo. Esse é o nosso dia a dia de um fotojornalismo, de um jornalismo diário num grande jornal do Brasil.
Eu hoje estou mais na retaguarda, agora eu produzo mais livro, estou trabalhando no lançamento de um chamado 68 destinos. Mais independente disso eu acabei de produzir dois livros agora no primeiro semestre, eu fiz o livro do torcedor - junto com uma equipe agora em outubro, e acabei de fazer no mês de agosto, produzi o livro “Vida Seca”, em cima do romance do Graciliano Ramos um livro .

MB:Você pode falar um pouco do seu livro 68 destinos?

ET: Esse livro é sobre a ditadura, sobre os momentos terríveis que o Brasil viveu, o nosso terrível golpe militar. Mais é um livro que vem em cima da passeata dos 100 mil, que foi aquela manifestação, uma das maiores do Brasil. E esse dia em específico, junho de 68, foi um dia memorável, um dos dias mais bonitos que eu pude participar e documentar também. E essa foto que não foi publicada no dia, que gerou a história do livro. Em cima daquela foto que foi publicada pela primeira vez foi no livro fotojornalismo em 83, a Elaine, designer do livro se achou ali, também o seu marido, estudante de arquitetura na época. E aí começou a história, olha eu aqui, olha eu ali, e aí coloquei no site, e fui buscando, tentando encontrar as pessoas, e aí conseguimos encontrar 100 personagens. Foi um trabalho de cinco a sete anos buscar as pessoas. E o trabalho está aí, mais que um livro de fotografia, eu diria que é um livro de história que vai ficar pra contar um pouco do que foi aquilo, aquele grande movimento estudantil no Brasil.

MB:Quais os desafios que você encontrou ao longo dessa carreira?

ET :O desafio é eterno, você sempre tem desafios, qualquer que seja sua profissão é um desafio, especialmente quando é um desafio de começo, tudo é difícil, tudo é complicado. Mas eu acho que você tem que acreditar na sua profissão, você tem que aceitar os desafios, você tem que superar os desafios, você não pode achar que não vai conseguir, que ao vai vencer e vai ser tudo difícil. Eu acho que você tem que acima de tudo acreditar e achar que você vai superar todos esses problemas, eu acho que desafios problemas todos nós tivemos, todos nós encontramos, até hoje tem problemas e desafios, mais eu acho que agente tem que superar, acreditar, tentar e na realidade superar esses desafios e esses problemas.
MB:Qual a melhor coisa da profissão?
ET :É ser um bom fotógrafo, é acreditar na sua profissão, é viver a vida, é conhecer o mundo é conhecer o Brasil. Eu acho que conheço boa parte do mundo, o Brasil eu conheço todo, de ponta a ponta. E quem me levou a isso foi a fotografia. Essa fotografia que eu enfrentei que eu acreditei, que eu desafiei, que eu quis ser fotógrafo, eu acho que sou hoje um fotógrafo de uma certa maneira conhecido. Tem um filme que fala um pouco da minha carreira da minha trajetória. Graças a fotografia, a boa fotografia que o Brasil representa e que o Brasil tem.
MB:Como está o mercado para o jovem que está iniciando a carreira?
ET :O mercado no Brasil está saturado pra tudo, é um país que não valoriza o seu profissional. Então qualquer profissão tem problema, especialmente o jornalismo que é um mercado saturado, mais eu acho que você tem que superar, tem que acreditar e tentar vencer essas situações todas e acreditar em você. O mais importante de tudo é você acreditar na sua força, na seu potencial, você tem potencial para superar todos esses problemas. O mercado... é complicado, mais agente supera isso aí com a força de vontade. Acima de tudo é acreditar que vai chegar lá e que vai conseguir.

Zeebo

O videogame 100 % brasileiro

O novo videogame da Tectoy que foi lançado no dia 25 de maio de 2009, promete fazer sucesso entre os países emergentes.
Destinado para pessoas de classe média que não tem acesso aos aparelhos de ponta, o zeebo tem o preço sugerido de R$499, e acompanha três jogos na memória ("FIFA 2009", "Need For Speed Carbon" e "Treino Cerebral", todos em português) e permissão para baixar gratuitamente outros três ("Prey Evil", "Quake I" e "II") da rede online gratuita do aparelho pelo ZeeboNet3G. Além disso, itens básicos, como fonte de alimentação e cabo de vídeo composto estão inclusos no pacote. Você também pode obter os jogos através dos z-credits que custam 2.000, 3.000 e 5.000 , podem ser adquiridos através do preço real, os créditos variam entre R$ 19,90, R$29,90 e R$ 49,90, e os jogos de R$ 10 a R$ 30, dependendo se for catálogo ou lançamento. O aparelho será vendido inicialmente apenas nas redes varejistas da cidade do Rio de Janeiro e chega até o final do ano no restante do Brasil e outros países.
Pensando no meio ambiente e diminuir os custos, ele revoluciona a maneira de vender os jogos, será o fim das mídias físicas, para quem quiser adquirir está disponível através de download pela rede ZeeboNet3G. Será o fim da pirataria, já que os jogos em tese, não poderão ser gravados ou transferidos para outras mídias. Além disso , quem adquirir o console pode baixar e jogar os games a hora que quiser.
O primeiro aparelho feito para brasileiros tem jogos totalmente em português, que foram feitos por grandes empresas desenvolvedoras de games do mundo.
Questionada pelo fórum do videogame Zeebo- tectoy no Orkut, sobre a possibilidade de oferecer oportunidades para empresas e jovens do Brasil de desenvolverem jogos para o console, a resposta dada pela Zeebo foi a mais positiva possível.
“O Zeebo é um console 100% nacional. A idéia nasceu aqui no Brasil, somos parte fundamental do processo de desenvolvimento e seremos o primeiro país a ter o produto disponível nas prateleiras. Seguindo essa linha, nós estamos definindo a política para disponibilizar o SDK e possibilitar aos estúdios brasileiros que criem jogos para o Zeebo, que estarão disponíveis não apenas no Brasil, mas no mundo todo! Fique atento que nós iremos divulgar essa política em breve!” Equipe Zeebo.
Então quem tiver interesse e quiser fazer parte dessa equipe é só ficar ligado no site oficial do Zeebo. Para quem tiver alguma dúvida sobre o videogame é só participar do fórum Zeebo- tectoy no Orkut.

bairro da urca

Foi no bairro da Urca que nasceu a cidade do Rio de Janeiro.
O historiador Milton Teixeira, conta um pouco sobre o a chegada dos portugueses e a preservação do local.
O bairro que virou patrimônio público está atraindo cada vez mais os jovens que procuram segurança e diversão!

Confira a matéria.

surfe a remo

Surfe com remos, é uma novidade que está chegando com tudo no Rio de Janeiro.
Rico de Souza, um grande surfista brasileiro, fala sobre essa nova modalidade!!

Confira a matéria!!
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