Projeto Nino
Muito mais que companhia, os cachorros se tornaram fundamentais na recuperação e sociabilização de crianças e idosos.
Através do projeto nino, os cães ajudam profissionais de fisioterapia e psicologia a estimular de uma forma lúdica, crianças com necessidades especiais. E ainda levam alegria a milhares de idosos que vivem nas casas de repousos.
A equipe é composta por cinco integrantes, o veterinário Heverton Gonçalves , a fisioterapeuta Shirley Gomes , a psicóloga Lúcia Rocha e os cães nino e dona que juntos, tratam e divertem os pacientes. A sede fica localizada no instituto Verás, uma Instituição de Ensino conveniada ao SUS que trabalha com crianças especiais.
Esse projeto surgiu a partir do trabalho de monografia do Heverton, que baseado na cinoterapia, que é a união dos cães com a fisioterapia, para recuperação de crianças com paralisia cerebral. O grupo trabalha individualmente, ou seja, um cachorro para uma criança.
“Com essa terapia a gente coloca um animal ajudando na reabilitação. Com isso acontecem estímulos positivos, a criança se encanta pelo cão, aí ela vai querer brincar com ele. Então dentro das brincadeiras que podem ser feitas, a Shirley desenvolve seu trabalho com o auxílio do animal. Por exemplo, a criança precisa esticar a coluna, então ela fica em cima da bola e ela tem que se esticar para dar um biscoito para o nino, ou então ela joga a bolinha, e com isso exercita outras partes do corpo. Com isso ela sente também que está no comando, então com todas essas brincadeiras, as crianças conseguem um resultado muito mais fácil. Lógico que a reabilitação depende da família e de uma série de coisas também. ” O veterinário ainda nos lembra: “Esse tipo de trabalho tem que visar os dois lados. Tanto o do cão, quanto o da criança, do idoso ou de qualquer paciente. Então a gente começou a adaptação, através de brincadeiras em que o cão também se sentisse bem fazendo.” - diz Heverton.
A união de animais e profissionais para auxiliar as pessoas que necessitam de ajuda, está dando certo. O projeto idealizado pelo veterinário já beneficiou muitas pessoas. É o caso do menino Lucas, que através da ajuda da fisioterapeuta Shirley conseguiu melhorar e muito seu quadro. A sua recuperação surpreendeu a todos, e principalmente a fisioterapeuta que nos contou um pouco de como o paciente estava e como ele ficou após seis meses de tratamento.
“O Lucas tinha os braços e as pernas rígidos e a coluna flácida. Então a gente teve que trabalhar os membros para amolecer, e se tornar mais flexível, e a coluna para enrijecer e sustentar a cabeça. Então,com a ajuda do nino, que auxiliou no tratamento, ele se interessou mais em fazer os exercícios. Para tratar o menino com a ajuda da Dona e do Nino, eu peguei tratamentos da fisioterapia comum e adaptei a cinoterapia, com a ajuda do Heverton que controla os cães. E a gente conseguiu fazer o menino sentar, posicionar melhor a cabeça e com isso ele interagir melhor com as pessoas.” Esse tipo de tratamento deu ao menino mais confiança. “Na escola eles tinham um trabalho de interação de corte e cola, mais o Lucas não conseguia segurar a tesoura, e ele ficava só olhando. E então, a partir do momento que ele descobriu que podia sentar, aí o mundo foi pequeno pra ele. Aí ele começou a querer participar também. Apesar do trabalho duro, ver esse resultado foi muito gratificante para mim. ” explica a fisioterapeuta.
Durante seis meses o menino foi sendo acompanhado pelos profissionais, que faziam a cinoterapia duas vezes por semana. Com a aceitação do tratamento pelo garoto, o grupo decidiu documentar o tratamento do menino. “Nós fomos para São Paulo apresentar o artigo, no 1° congresso de terapia assistida por animais.” Diz Shirley.
A psicóloga Lúcia também pode comprovar, que com os cães a recuperação é mais rápida, não só com o tratamento das crianças, mas das pessoas da terceira idade também. “Os idosos lembraram coisas do passado e ficam alegres com a companhia dos animais. E as crianças tiveram muito mais vontade de participar das atividades. Eles tiveram uma melhora muito significativa.” A psicóloga disse também, que não são só os idosos e as crianças que precisam dos cuidados dela. “Os pais ficam muito sensibilizados com o estado do filho e com as dificuldades que passam. Então, muitas vezes eles precisam também de um apoio psicológico para enfrentar as dificuldades que estão passando. ” - Afirma Lúcia.
Para que os animais possam fazer esses trabalhos com as pessoas, eles também precisam de cuidados e treinamentos. Antes de começar a terapia assistida, os cães precisam passar por um longo tratamento e adestramento. O cachorro precisa fazer uma série de exames, para verificar se ele não tem algum problema ou doença. Eles também devem estar sempre com a vacinação em dia e livre de pulgas e carrapatos. “O Heverton ia para a terapia com o Nino na rua, e sempre que ele chegava para fazer o tratamento com qualquer cachorro, ele passava um lenço umedecido nas patas e nos olhos. E aí as mães se sentiam mais seguras vendo esses tipos de cuidados. Porque essas crianças têm a imunidade baixa, então o trabalho com a higiene tem que ser dobrado. ”- Comenta Shirley .
É necessário dar banho no animal pelo menos dois dias antes da visita, de preferência com produtos anti-pulga. “Além da higiene do local e do animal a gente também trabalha a parte comportamental, a parte clínica e a interação. Para ter um bom desenvolvimento é preciso trabalhar em equipe.” Conta Heverton.
A procura pelo tratamento é grande, são mais de duzentas crianças na fila de espera. Porém eles não têm verba para atender toda essa procura. “nós vivemos de doações, não cobramos nada das mães. O espaço foi cedido pelo instituto Veras, mas o teto da nossa sala desabou e agora nós estamos sem um lugar para fazer esse trabalho. ”desabafa o veterinário, que no momento não está atendendo os pacientes. “as mães e as crianças sentem muita falta da terapia. Elas sempre perguntam quando a gente vai voltar, mas nós não temos como, pois no momento estamos sem um local adequado. Isso é ruim para as crianças também, porque elas podem regredir, e quando voltar a fazer o tratamento, terá que começar do zero. ” explica a fisioterapeuta Shirley.
Mas além de investimento, eles precisam também de profissionais de diversas áreas para ajudar nos tratamentos. “Nós estamos sempre precisando de pessoas que queiram colaborar com nosso trabalho. Nós estamos precisando de profissionais em diversas áreas como: Fonoaudióloga, Neuropediatra, Psicomotricista, Odontopediatra, entre outros. Tanto estagiário quanto profissionais serão bem vindos.” Garante a psicóloga Lúcia.
Ao todo o projeto já atendeu mais de cinco crianças especiais, mas para fazer com que esse número cresça é preciso de muito apoio. Então se você quiser ajudar, é só entrar em contato com um dos profissionais. Toda ajuda, é sempre bem vinda!!!
Para saber mais sobre esse trabalho, acesse o site : http://www.animaisterapeutas.com.br/.
Caixa Econômica FederalAgência 0545 / Conta 3993-0Conta Poupança – Operação 013
HEVERTON GONÇALVES - Veterinário21- 85476575 / 021- 22266518
SHIRLEY GOMES - Fisioterapeuta21- 88612394 / 021- 38790880
LUCIA ROCHA - Psicóloga21- 22580082 / 021 – 97172081
Através do projeto nino, os cães ajudam profissionais de fisioterapia e psicologia a estimular de uma forma lúdica, crianças com necessidades especiais. E ainda levam alegria a milhares de idosos que vivem nas casas de repousos.
A equipe é composta por cinco integrantes, o veterinário Heverton Gonçalves , a fisioterapeuta Shirley Gomes , a psicóloga Lúcia Rocha e os cães nino e dona que juntos, tratam e divertem os pacientes. A sede fica localizada no instituto Verás, uma Instituição de Ensino conveniada ao SUS que trabalha com crianças especiais.
Esse projeto surgiu a partir do trabalho de monografia do Heverton, que baseado na cinoterapia, que é a união dos cães com a fisioterapia, para recuperação de crianças com paralisia cerebral. O grupo trabalha individualmente, ou seja, um cachorro para uma criança.
“Com essa terapia a gente coloca um animal ajudando na reabilitação. Com isso acontecem estímulos positivos, a criança se encanta pelo cão, aí ela vai querer brincar com ele. Então dentro das brincadeiras que podem ser feitas, a Shirley desenvolve seu trabalho com o auxílio do animal. Por exemplo, a criança precisa esticar a coluna, então ela fica em cima da bola e ela tem que se esticar para dar um biscoito para o nino, ou então ela joga a bolinha, e com isso exercita outras partes do corpo. Com isso ela sente também que está no comando, então com todas essas brincadeiras, as crianças conseguem um resultado muito mais fácil. Lógico que a reabilitação depende da família e de uma série de coisas também. ” O veterinário ainda nos lembra: “Esse tipo de trabalho tem que visar os dois lados. Tanto o do cão, quanto o da criança, do idoso ou de qualquer paciente. Então a gente começou a adaptação, através de brincadeiras em que o cão também se sentisse bem fazendo.” - diz Heverton.
A união de animais e profissionais para auxiliar as pessoas que necessitam de ajuda, está dando certo. O projeto idealizado pelo veterinário já beneficiou muitas pessoas. É o caso do menino Lucas, que através da ajuda da fisioterapeuta Shirley conseguiu melhorar e muito seu quadro. A sua recuperação surpreendeu a todos, e principalmente a fisioterapeuta que nos contou um pouco de como o paciente estava e como ele ficou após seis meses de tratamento.
“O Lucas tinha os braços e as pernas rígidos e a coluna flácida. Então a gente teve que trabalhar os membros para amolecer, e se tornar mais flexível, e a coluna para enrijecer e sustentar a cabeça. Então,com a ajuda do nino, que auxiliou no tratamento, ele se interessou mais em fazer os exercícios. Para tratar o menino com a ajuda da Dona e do Nino, eu peguei tratamentos da fisioterapia comum e adaptei a cinoterapia, com a ajuda do Heverton que controla os cães. E a gente conseguiu fazer o menino sentar, posicionar melhor a cabeça e com isso ele interagir melhor com as pessoas.” Esse tipo de tratamento deu ao menino mais confiança. “Na escola eles tinham um trabalho de interação de corte e cola, mais o Lucas não conseguia segurar a tesoura, e ele ficava só olhando. E então, a partir do momento que ele descobriu que podia sentar, aí o mundo foi pequeno pra ele. Aí ele começou a querer participar também. Apesar do trabalho duro, ver esse resultado foi muito gratificante para mim. ” explica a fisioterapeuta.
Durante seis meses o menino foi sendo acompanhado pelos profissionais, que faziam a cinoterapia duas vezes por semana. Com a aceitação do tratamento pelo garoto, o grupo decidiu documentar o tratamento do menino. “Nós fomos para São Paulo apresentar o artigo, no 1° congresso de terapia assistida por animais.” Diz Shirley.
A psicóloga Lúcia também pode comprovar, que com os cães a recuperação é mais rápida, não só com o tratamento das crianças, mas das pessoas da terceira idade também. “Os idosos lembraram coisas do passado e ficam alegres com a companhia dos animais. E as crianças tiveram muito mais vontade de participar das atividades. Eles tiveram uma melhora muito significativa.” A psicóloga disse também, que não são só os idosos e as crianças que precisam dos cuidados dela. “Os pais ficam muito sensibilizados com o estado do filho e com as dificuldades que passam. Então, muitas vezes eles precisam também de um apoio psicológico para enfrentar as dificuldades que estão passando. ” - Afirma Lúcia.
Para que os animais possam fazer esses trabalhos com as pessoas, eles também precisam de cuidados e treinamentos. Antes de começar a terapia assistida, os cães precisam passar por um longo tratamento e adestramento. O cachorro precisa fazer uma série de exames, para verificar se ele não tem algum problema ou doença. Eles também devem estar sempre com a vacinação em dia e livre de pulgas e carrapatos. “O Heverton ia para a terapia com o Nino na rua, e sempre que ele chegava para fazer o tratamento com qualquer cachorro, ele passava um lenço umedecido nas patas e nos olhos. E aí as mães se sentiam mais seguras vendo esses tipos de cuidados. Porque essas crianças têm a imunidade baixa, então o trabalho com a higiene tem que ser dobrado. ”- Comenta Shirley .
É necessário dar banho no animal pelo menos dois dias antes da visita, de preferência com produtos anti-pulga. “Além da higiene do local e do animal a gente também trabalha a parte comportamental, a parte clínica e a interação. Para ter um bom desenvolvimento é preciso trabalhar em equipe.” Conta Heverton.
A procura pelo tratamento é grande, são mais de duzentas crianças na fila de espera. Porém eles não têm verba para atender toda essa procura. “nós vivemos de doações, não cobramos nada das mães. O espaço foi cedido pelo instituto Veras, mas o teto da nossa sala desabou e agora nós estamos sem um lugar para fazer esse trabalho. ”desabafa o veterinário, que no momento não está atendendo os pacientes. “as mães e as crianças sentem muita falta da terapia. Elas sempre perguntam quando a gente vai voltar, mas nós não temos como, pois no momento estamos sem um local adequado. Isso é ruim para as crianças também, porque elas podem regredir, e quando voltar a fazer o tratamento, terá que começar do zero. ” explica a fisioterapeuta Shirley.
Mas além de investimento, eles precisam também de profissionais de diversas áreas para ajudar nos tratamentos. “Nós estamos sempre precisando de pessoas que queiram colaborar com nosso trabalho. Nós estamos precisando de profissionais em diversas áreas como: Fonoaudióloga, Neuropediatra, Psicomotricista, Odontopediatra, entre outros. Tanto estagiário quanto profissionais serão bem vindos.” Garante a psicóloga Lúcia.
Ao todo o projeto já atendeu mais de cinco crianças especiais, mas para fazer com que esse número cresça é preciso de muito apoio. Então se você quiser ajudar, é só entrar em contato com um dos profissionais. Toda ajuda, é sempre bem vinda!!!
Para saber mais sobre esse trabalho, acesse o site : http://www.animaisterapeutas.com.br/.
Caixa Econômica FederalAgência 0545 / Conta 3993-0Conta Poupança – Operação 013
HEVERTON GONÇALVES - Veterinário21- 85476575 / 021- 22266518
SHIRLEY GOMES - Fisioterapeuta21- 88612394 / 021- 38790880
LUCIA ROCHA - Psicóloga21- 22580082 / 021 – 97172081
Marcadores: cachorro, criança, crianças com necessidades especiais, fisioterapia., projeot nino, recuperação de crianças, terapeutas, terapia, terapia com animais, veterinário

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